10.7.08

Stringiti a me

Stringiti a me, abbandonati a me, sicura.
Io non ti mancherò e tu non mi mancherai.
Troveremo, troveremo la verità segreta
su cui il nostro amore potrà riposare per sempre,
immutabile.
Non ti chiudere a me, non soffrire sola,
non nascondermi il tuo tormento!
Parlami, quando il cuore ti si gonfia di pena.
Lasciami sperare che io potrei consolarti.
Nulla sia taciuto fra noi e nulla sia celato.
Oso ricordarti un patto che tu medesima hai posto.
Parlami e ti risponderò sempre senza mentire.
Lascia che io ti aiuti, poiché da te mi viene tanto bene!

Gabriele D'Annunzio

7.7.08

De consciência tranquila

Falávamos há poucos dias do charme da decadência, do encanto de quem parece já não ter nada para oferecer além do óbvio, a perdição e a repulsa atraente. Concordei. Mas isto, meus senhores, isto é demais. Não é com certeza por mim que ainda cá andam.

5.7.08

A equipa titular do Euro, se isto cá no burgo fosse como devia ser:

GR - Casillas (Quim)
DD - Bosingwa (Sérgio Ramos)
DE - Capdevilla (? Problema Ibérico, so it seems)
DC - Pepe (Bruno Alves)
DC - Ricardo Carvalho (Puyol)
MD - Cristiano Ronaldo (Um outro qualquer que não o Simão)
ME - Quaresma (Nani)
MC - Xavi (Moutinho)
MC - Deco (Hombre, que difícil, no? Iniesta, quiçá)
PL - Villa (Um espanhol qualquer)
PL - Torres (Um espanhol qualquer)

Help me if you can

Para questões de esclarecimento: os que votaram contra são os mesmos que não condenam a China pela ocupação do Tibete, não são?

Saber estar

Encontrar uma pestana no prato recém-chegado num restaurante de centro comercial, colocá-la cuidadosamente entre o polegar e o indicador e dizer ao waiter, com todos os cuidados, peça um desejo.

4.6.08

30.5.08

Incrível é isto

A Ana e o Eduardo e o Pacheco e seja lá quem for só estão a perder uma piquena alínea: tão ou mais previsível que o maremoto mediático que se vive à volta da Selecção Nacional era virem inevitavelmente associadas as tradicionais críticas a tal fenómeno gerado pelo "povão". A saber: também não me interessa a dieta dos jogadores, o que gostam mais de ler logo pela manhã (as hipóteses, de qualquer maneira, não serão muitas - Record, A Bola, O Jogo), o que fazem nos tempos livres, o que não fazem nos tempos livres, o que vestem, que número calçam. Mas daí a começar com a sistemática conversa do "acicatar do entusiasmo popular e do patriotismo bacoco" já é, de um certo ponto de vista, perda de tempo.
Os/as illuminati que por aí andam, a reboque das noções de "este país não sabe nada, não aprende e afins" esquecem-se, entre outros pormenores, que este é um fenómeno global e diria mais, europeu, até. Inclusivamente em países evoluídos como a França, a Espanha, a Suécia (que, a propósito dos/as fãs da superioridade intelectual e social dos nórdicos, fiquem desde já sabendo que o grande evento anual deles é o Eurofestival da Canção cuja música vos deixo em epígrafe), a Alemanha e os outros todos que estão lá.
E portanto, goste-se ou não de Scolari, goste-se ou não do destaque dado à Selecção, três coisas neste momento são certas: uma é que à primeira vitória da Selecção estarei, como tem sido costume nos últimos eventos desportivos, com o meu barrete, cachecol e techerte na Praça da República acenando vigorosamente aos veículos que passam. Pode ser que esteja lá outra vez o pessoal da carrinha com a imagem da Nossa Senhora no capot. Dois, que quem não quiser ver tem, como eu tenho, a hipótese de mudar de canal. O facto é comprovável por viver em Portugal e, à excepção dos jornais desportivos online que leio com fervoroso deleite, não ver mais nada que se relacione com a selecção há mais de 3 dias. Três, para deixar aqui um xeque-mate às pseudo-intelectualidades desconhecedoras da possibilidade cósmico-neonizada de conhecimento e bola se poderem coadunar, deixar tão só o dito que o Derrida, antes de ser "0" Derrida, queria ser jogador da bola.
Tenho dito. Força Portugal.


9.5.08

Manual do bom conservador

Insultar a mulher de um amigo e pedir-lhe desculpa a ele.

2.5.08

A tua

É bem verdade, como diz o Francisco, que já não é a mesma coisa. E não. Muito se perdeu com o passar dos anos, naquele tempo é que era, o espírito era outro. Mas já deves ter ouvido tudo isso. Vou tentar, dentro do que me é permitido, não me lembrar de tudo o que é negativo e já não faz parte desta festa, que foi outrora bela, meaningful. Apesar de tudo o que te tenho dito, e do que já me ouviste dizer, para mim, este ano, não tem importância tudo o que não há de bom. Por uma única razão: é a tua queima. Muitos parabéns Andreia Paulinha.

Quem é amigo?

Apoios de milhões de euros aos desempregados pouco eficazes

Na viragem da década, o Estado gastou muitos milhões de euros em políticas de apoio à reintegração de desempregados no mercado de trabalho com efeitos quase nulos. Esta é a conclusão central de um estudo publicado recentemente pelo Banco de Portugal, onde são analisados dois programas específicos vocacionados para apoiar jovens e adultos.

Sim, lembro-me bem do que é estar desempregado. Também me lembro bem desses programas miraculosos que o Governo, através dos Centros de Emprego (CE), propõe às pessoas. Lembro-me particularmente bem de me terem "proposto" uma formação sobre Novas Tecnologias da Informação de 560 horas, em que na primeira aula se explicou o programa do curso. O sobressalto surgiu assim que a senhora ao meu lado ouviu falar em Internet e se limitou a perguntar "mas o que é isso da Internet?!". Pegou no rato e disse "mas a seta sai da televisão!". Há cerca de 5 anos.
Juntam pessoas de 20 e poucos anos, acabadas de sair da Universidade, com pessoas que desempenharam trabalhos manuais numa fábrica durante 35 anos. Não se adequam programas, não se fazem triagens para uns e outros trabalhos. É desempregado/a? Siga para o mesmo tacho, são inválidos/as e precisam de formação.
Também me lembro de querer pedir subsídios. É. Subsídios que, se a eles fosse possível recorrer em tempo útil de vida dariam apoio para criar o nosso próprio emprego. Burocracias que demoram meses a ser tratadas. Um centro de emprego que muitas vezes dificulta mais do que facilita a obtenção de emprego. "Sessões de esclarecimento" que mais não fazem do que atirar poeira para os olhos das pessoas, fazendo crer que, apenas com persistência, lá "conseguirão chegar, oh olhem para mim como exemplo".
Lembro-me bem da humilhação que se sofre nos CE, de funcionárias arrogantes que perguntavam "já fez formações? De certeza que ainda não fez nenhuma". "Já sim senhora, 7 desde que fiquei desempregado". "Já enviou CV's? aposto que ainda só enviou 3 ou 4!""Já sim senhora, cerca de 120". "Sabe fazer um CV?" "Sei sim senhora, tenho aqui alguns para ver". Entra-se num CE e somos todos diferentes, todos iguais, meta-se tudo no mesmo saco. Gastam-se milhões mal gastos? Pois gastam. Sentir, só uma coisa: que às vezes é um golpe de sorte entre o tudo e o nada. O que só torna isto mais assustador.
Em bem da verdade, as políticas do Estado, embora bem intencionadas não conseguem mais do que isto: sustentar Centros de Emprego que mais não são que meros paliativos.

29.4.08

A preceito

A diferença é engraçada até ao ponto em que sou destituído da vida normativa.

26.4.08

A campanha do terror

A um domingo, almoçar à uma, impreterivelmente, sendo acordado às 12h30 com mãe vociferando "Olha que o carapau já está a grelhar!".

24.4.08

Ainda sobre o Nick

Dizer que a última vez que senti algo verdadeiramente ultrajante foi na Box do Jumbo, no Chibita, como já ouvi chamarem-lhe, e ver o Nocturama, do Nick, coladinho a um do Tony Carreira, num amontoado de álbuns em escandalosa rebaixa.

23.4.08

Oxímoros pela manhã

Ver o arrumador, dentro de um carro, a pedir ajuda a um transeunte para estacionar o mesmo.

22.4.08

A nossa sorte

Há pessoas assim. Ora nos deixam num estado de euforia inebriante que parece não ter fim, esticando as nossas reservas até ao limite (acho que a palavra poderá ser esfuziante), provocando-nos repetidamente um desejo de libertar a adrenalina toda de uma vez para a corrente sanguínea e, consequentemente, arrancar as roupas e começar a correr nu que nem um perdido para lado nenhum e ver cenários devastadores, brutais assassinatos romantizados. Ou nos trazem carradas de melancolia, dor, nostalgia, religião, credo, morte e um desejo mórbido, esquisito e, depois, repelente, que não acreditávamos estar em nós. Esta pessoa em particular, o Nick, como gosto de o chamar de há longa data (há já 15 anos), provoca-me isso, e muito mais. Vale sempre a pena, o sacana. Por demais. Volta depressa Nick, volta depressa.



E aquele bigodinho meninas e meninos, aquele bigodinho!

21.4.08

Melhor metade

Recomeçar, uma e outra vez. Sentir o fim e voltar de novo ao início. Não te vou enganar, é isso mesmo. Sentir que é o fim e voltar sempre, sempre, ao início. É acreditar que essa é mesmo a única maneira de não acabar, o eterno retorno aos inícios, ao princípio de tudo. Diferentes, pois. É que sempre que te quis não te tive. É diferente, agora. Nada foi, tudo é, com vento pela frente, bem como gostamos. Sentimo-nos. Sem chuva, nublado, agradável. Não me interessa. Interessas-me tu, a minha melhor metade. E essa, quero-a sempre comigo. Sempre.

10.4.08

O choque de uma sociedade

É racional pôr um país em histeria por uma aluna ter levado um "calduço" de um colega na escola só porque foi filmado? Na minha escola, e suponho que por todas as outras por esse país fora, entre outros rituais bem mais sinistros intra e intersexuais, levavam-se os rapazes "ao poste". "Levar ao poste" era, como diz o meu primo, e com razão, uma judiaria. Daquelas "à séria". Era uma prática que consistia em meia dúzia de jovens adolescentes pegarem num, abrir-lhe as pernas contra a sua vontade expressa ou não, porque isso não interessava nada, e, conforme a própria definição, empurrá-lo com toda a violência contra um poste. Não sei quais terão sido os efeitos desses actos na vida sexual e reprodutiva de alguns dos meus amigos e colegas (consegui fugir de todas as investidas) mas, agora que penso nisso, só me consigo lamentar por ainda não existirem telemóveis com câmara na altura.